Enxaqueca hormonal: por que a dor acompanha o seu ciclo e como vencê-la

Introdução

A relação entre hormônios e enxaqueca é íntima. O grande gatilho não é necessariamente o nível baixo ou alto de um hormônio, mas a velocidade da queda. Quando o estrogênio despenca, ele altera os níveis de serotonina e magnésio no cérebro, reduzindo o limiar da dor.

As 3 fases críticas da mulher

  • Na TPM: A queda brusca do estrogênio e da progesterona logo antes da menstruação é o gatilho clássico. É a chamada “enxaqueca menstrual”.

  • Na Perimenopausa: Talvez a fase mais difícil. Os hormônios estão em uma “montanha-russa”. As oscilações são imprevisíveis, e as crises podem se tornar mais frequentes e intensas.

  • Na Menopausa: Embora a tendência seja a melhora após a estabilização, a falta crônica de estrogênio pode manter a hipersensibilidade cerebral se não houver um suporte adequado.

O “Copo Transbordando”: Gatilhos além dos hormônios

Pense na enxaqueca como um copo. Os hormônios enchem metade dele. Se você adicionar outros gatilhos, ele transborda em forma de dor. Para reduzir as crises, precisamos atuar nesses outros fatores:

  1. Metabolismo e Insulina: Picos e quedas de açúcar no sangue (hipoglicemia reativa) são combustíveis para a enxaqueca. Estabilizar a insulina através da dieta é fundamental.

  2. Higiene do Sono: A falta de sono reparador impede a “limpeza” de toxinas cerebrais. A melatonina, além de ajudar a dormir, tem um efeito neuroprotetor direto contra a dor.

  3. Inflamação Intestinal: Existe um eixo direto entre o seu intestino e o seu cérebro. Se o intestino está inflamado, a sua cabeça também estará.

Micronutrientes: Os aliados do cérebro

A ciência mostra que alguns nutrientes funcionam como um “escudo” para o sistema nervoso:

  • Magnésio: Atua relaxando os vasos sanguíneos e estabilizando a atividade elétrica cerebral. Muitas mulheres com enxaqueca têm deficiência crônica de magnésio.

  • Riboflavina (Vitamina B2): Melhora a produção de energia nas mitocôndrias das células cerebrais.

  • Coenzima Q10: Outro potente antioxidante mitocondrial que ajuda a reduzir a frequência das crises.

Como retomar o controle?

O tratamento moderno da enxaqueca hormonal não foca apenas em “apagar o incêndio” com analgésicos (que, se usados em excesso, causam o efeito rebote). O foco deve ser a modulação: ajustar os níveis hormonais, suplementar os nutrientes que o cérebro está pedindo e desinflamar o organismo.

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Dra. Letícia Taff - Especialista em Saúde e Bem-estar da mulher.