Você fez um ultrassom de abdome e o laudo apontou: Esteatose Hepática Grau 1 (ou 2). Talvez você não beba álcool em excesso e nem coma frituras todos os dias, o que torna o diagnóstico confuso. O que muitos profissionais deixam de explicar é que o fígado gorduroso em mulheres é, na maioria das vezes, o reflexo de um “efeito dominó” metabólico que começa muito antes do exame de imagem.
O fígado não é apenas um filtro; ele é o centro de comando do seu metabolismo e da sua desintoxicação hormonal. Quando ele fica sobrecarregado de gordura, toda a sua saúde do emagrecimento à libido começa a falhar.
O acúmulo de gordura no fígado (não alcoólico) é a manifestação hepática da Resistência à Insulina. Quando você consome excesso de carboidratos refinados, açúcares e especialmente frutose industrializada, seus níveis de insulina permanecem constantemente altos.
A insulina alta é um hormônio de “estoque”. Ela sinaliza para o fígado transformar o excesso de energia em gordura. Com o tempo, o fígado fica sem espaço para armazenar e começa a inflamar. É por isso que é tão difícil emagrecer quando se tem esteatose: seu fígado está ocupado demais “estocando” para conseguir “queimar”.
Você já reparou que o diagnóstico de gordura no fígado costuma aparecer ou piorar na perimenopausa e menopausa? Não é coincidência. O estrogênio tem um papel protetor sobre o fígado, auxiliando no metabolismo das gorduras.
Quando os níveis de estrogênio caem, a mulher perde essa proteção natural, tornando-se muito mais suscetível ao acúmulo de gordura abdominal e hepática. Além disso, um fígado gorduroso não consegue metabolizar corretamente os hormônios que circulam no corpo, o que pode piorar sintomas de dominância estrogênica, como mamas doloridas e ciclos irregulares.
A esteatose não é apenas “gordura parada”. Ela gera um estado inflamatório constante. Esse fígado inflamado libera citocinas que espalham a inflamação para o resto do corpo, afetando:
Sua Tireoide: É no fígado que ocorre boa parte da conversão do hormônio T4 em T3 (a forma ativa que te dá energia). Fígado gorduroso = metabolismo lento.
Sua Disposição: A inflamação hepática gera fadiga crônica e aquela sensação de peso e má digestão.
A boa notícia é que o fígado é um órgão com incrível capacidade de regeneração. Mas a solução não é um “chá detox”, e sim uma mudança na sinalização metabólica:
Controle da Carga Glicêmica: Reduzir drasticamente o açúcar e farináceos para baixar a insulina.
Treino de Força: Músculos ativos consomem a glicose que sobraria para o fígado.
Nutrientes Estratégicos: Colina, N-acetilcisteína (NAC), silimarina e complexo B são fundamentais para ajudar o fígado a “exportar” essa gordura para fora.
Ajuste Hormonal: Avaliar a necessidade de suporte hormonal para devolver a proteção metabólica ao organismo feminino.
A gordura no fígado é um pedido de socorro do seu metabolismo. Ela avisa que o seu “terreno biológico” está inflamado e que seus hormônios estão perdendo a capacidade de comunicação. Tratar a esteatose é muito mais do que limpar um órgão; é interromper um efeito dominó que pode levar ao diabetes e a doenças cardiovasculares no futuro.
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Dra. Letícia Taff - Especialista em Saúde e Bem-estar da mulher.