Muitas mulheres passam anos pulando de dieta em dieta, restringindo calorias e aumentando a carga de exercícios, apenas para se depararem com o ponteiro da balança estagnado. O sentimento de frustração é quase sempre acompanhado por uma autocrítica severa: “eu não tenho força de vontade”. No entanto, a ciência moderna nos mostra que, na grande maioria das vezes, o problema não é a falta de disciplina, mas sim um metabolismo que está trabalhando contra você.
Neste artigo, vamos desmistificar a ideia de que emagrecer é apenas uma questão de “fechar a boca” e listar os 5 principais desequilíbrios metabólicos que podem estar travando os seus resultados.
A insulina é o hormônio responsável por colocar a glicose para dentro das células. Quando suas células se tornam “resistentes” a ela, o corpo precisa produzir quantidades cada vez maiores para obter o mesmo efeito. O problema? A insulina alta é um sinalizador de armazenamento. Enquanto ela estiver elevada no seu sangue, seu corpo terá uma dificuldade extrema em acessar e queimar os estoques de gordura, independentemente de quanto você coma.
A tireoide é o termostato do seu corpo; ela dita o ritmo do seu metabolismo. Muitas mulheres apresentam exames dentro dos limites “normais” dos laboratórios, mas sofrem com uma tireoide que não funciona de forma otimizada (hipotireoidismo subclínico). Isso resulta em um metabolismo lento, cansaço crônico, queda de cabelo e uma dificuldade persistente em perder peso, mesmo com uma dieta regrada.
O equilíbrio entre estrogênio e progesterona é vital para a composição corporal feminina. Quando há um excesso de estrogênio em relação à progesterona, o corpo tende a reter mais líquidos e a acumular gordura preferencialmente na região dos quadris e coxas. Além disso, a falta de progesterona aumenta a ansiedade e a compulsão por doces, tornando a manutenção da dieta um desafio biológico, não apenas psicológico.
O cortisol é o hormônio do estresse. Quando ele permanece elevado por longos períodos, ele sinaliza ao corpo que ele está em perigo. A resposta biológica a isso? Acúmulo de gordura visceral (abdominal) e quebra de massa muscular para gerar energia rápida. Se você vive sob estresse constante e não dorme bem, seu cortisol pode estar sabotando todo o seu esforço na academia.
Um intestino inflamado não absorve nutrientes corretamente e envia sinais de alerta para todo o organismo. A disbiose o desequilíbrio entre bactérias boas e ruins no intestino pode aumentar a extração de calorias dos alimentos e gerar uma inflamação sistêmica que “trava” o emagrecimento. Tratar o metabolismo sem olhar para a saúde intestinal é como tentar encher um balde furado.
Emagrecimento definitivo e saúde de verdade não se conquistam com dietas milagrosas, mas sim com a correção do ambiente interno do seu corpo. Quando identificamos e tratamos esses desequilíbrios, o corpo naturalmente volta a responder aos estímulos da alimentação e dos exercícios. Pare de lutar contra a sua biologia e comece a trabalhar a favor dela.
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Dra. Letícia Taff - Especialista em Saúde e Bem-estar da mulher.