Você acorda e, em vez de se sentir descansada, parece que já viveu um dia inteiro. O café não faz mais efeito, a concentração falha no meio da tarde, o cabelo está visivelmente mais ralo e a disposição para o treino? Inexistente. Você vai ao médico, faz os exames de rotina e ouve a frase clássica: “Está tudo normal, você só precisa descansar mais”.
Mas o seu corpo está gritando o contrário. Muitas vezes, o vilão invisível por trás desse quadro tem nome: ferritina baixa. E o maior problema é que o conceito de “normal” dos laboratórios está longe de ser o “ideal” para a sua saúde e performance.
Para facilitar: imagine que o ferro circulante no seu sangue é o “dinheiro na carteira” para os gastos do dia a dia. Já a ferritina é a sua “reserva no banco”. Ela é a proteína responsável por armazenar o ferro.
Quando sua ferritina está baixa, significa que o seu estoque está no fim. O corpo, então, entra em modo de economia de energia: ele retira o ferro de funções “estéticas” (como o crescimento do cabelo e das unhas) para garantir apenas as funções vitais.
A falta de estoque de ferro afeta o transporte de oxigênio para as células e a produção de energia nas mitocôndrias. Isso resulta em sintomas que muitas vezes são confundidos com estresse ou depressão:
Queda de cabelo persistente: O folículo piloso precisa de ferritina para produzir o fio. Abaixo de um certo nível, o cabelo simplesmente para de crescer ou cai precocemente.
Fadiga Crônica: Aquele cansaço que não passa nem com 8 horas de sono.
“Brain Fog”: Uma sensação de névoa mental, dificuldade de raciocínio e memória falha.
Síndrome das Pernas Inquietas: Uma agitação nas pernas, principalmente ao deitar.
Unhas fracas e quebradiças.
Aqui está a verdade direta: os valores de referência dos laboratórios são baseados em médias populacionais, e não em níveis ótimos de saúde.
Muitos laboratórios consideram “normal” uma ferritina de 15 ou 20 ng/mL. No entanto, para uma mulher ter vitalidade, produção hormonal adequada e interromper a queda de cabelo, os estudos mostram que esse nível precisa estar, no mínimo, acima de 70 ou 80 ng/mL.
Se você está na base da tabela, você não está “normal”, você está operando na reserva da reserva.
Ter a ferritina baixa é um sintoma. O próximo passo é entender por que ela está baixa. No consultório, investigamos:
Fluxo Menstrual: Perdas excessivas de sangue são a causa número um em mulheres.
Saúde Intestinal: Você pode estar comendo ferro, mas não está absorvendo devido a uma inflamação intestinal (disbiose).
Dieta: Falta de aporte proteico e de fontes de ferro biodisponível.
Consumo excessivo de café/chás: Substâncias que podem bloquear a absorção de ferro se ingeridas próximas às refeições.
Não aceite o cansaço como parte da sua personalidade. Viver “sem gás” não é o seu estado natural, é um sinal de desequilíbrio metabólico. O tratamento vai muito além de apenas suplementar ferro; trata-se de recuperar a sua biologia para que você volte a ter brilho nos olhos e energia para a vida.
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Dra. Letícia Taff - Especialista em Saúde e Bem-estar da mulher.